Interessante como a roda da vida girou radicalmente comigo.
Recebi o nome de Winter, por ter nascido em uma bela noite de inverno. Engraçado que este nome encaixou tão bem a medida que eu cresci. Minha pele lembra a neve, meus olhos são acinzentados como o céu triste do inverno. E meu cebelo, de certa forma é o único a me esquentar, castanhos, longos e pouco ondulado ao final. Minha vida era repleta de vazio, pessoas que se baseiam em posses, reputações formadas por coisas banais. Bem, eu fazia parte desta sociedade, e por isso cresci de uma maneira fria e tímida, tentando ao máximo me privar de compania que sugassem minha vitalidade contando fofocas ou maltratando outros. Todos os dias ia para o colégio, pensando no quanto seria insuportável mais um intervalo. com as mesmas pessoas extravagantes e tagarelas. Então foi em um dia, por acaso no inverno que minha vida começou a mudar.
Nevava horrores e fiquei presa no colegio, não só eu mas todos. Ou seja o inferno. Um bando de animais, conversando aos gritos, como se não soubessem falar baixo. Então me sentei no penúltimo degrau da escada e encostei na parede, para fugir daquela multidão. Quando me dei conta um rapaz passava por mim e sem querer tropeçou em minha sapatilha prata. Olhei -o imediatamente e encontrei olhos lindos um verde e outro cinza. Ele me pediu desculpas e então foi-se embora se perdendo na multidão. Ao ver este homem minha vida tomou um novo rumo, queria conhece-lo e descobri -lo. Logo a tempestade se acalmava e então eramos liberados do colégio.
Ao passar pela porta senti uma mão me puxando e logo vi Klaus. Era um anjo loiro de olhos mel, lindo de tão cobiçado e diria um dos poucos que poderiam ser salvo naquele colegio. Ouvi sua voz dirigindo-se a mim - Winter, posso te acompanhar até em casa? - depende, você é sabe ficar quieto? - prometo que farei o máximo para não te entediar. - então sem problemas. Voltamos para casa conversando pouco, estava realmente sem saco, por mais que Klaus fosse uma graça não conseguia ser simpática. Agradesci por me acompanhar e dei-lhe minha mão para apertar. Num subto momento ele simplesmente me beijou no rosto e foi embora. Fiquei meio chocada mas nada que me abalasse. Olhei mais um vez para fora e tive a pequena impressao de ver algo perto das árvores. Não dei muita atençao e fui me recolher em casa.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
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